Áreas de intervenção

A Limiar tem três áreas de intervenção. Estas áreas acabam por ter respostas transversais em muitas situações, uma vez que se privilegia os mais velhos (grupo alvo: 60+). Nestes a solidão, a inactividade e a depressão são os grandes indicadores a combater.

As áreas de intervenção são:

  1. Integração Social

 

  1. Promoção da Saúde

 

  1. Cooperação e Educação para o Desenvolvimento

– Oficina do Sorriso (resposta às principais problemáticas de saúde – doenças crónicas, ansiedade, depressão e dor)

– Apoio na solidão, através de actividades que motivam a mobilidade

– A formação em alternância/contexto real é um tipo de intervenção transversal a todas as áreas.

A Integração Social e Comunitária, a Promoção da Saúde e Cooperação e Educação para o Desenvolvimento são as áreas de intervenção transversal como atrás ficou dito.

Na comunidade onde estamos inseridos (o Bairro Social do Rego), temos vindo a mediar a relação dos utentes com as diferentes estruturas de forma a facilitar a comunicação para que as respostas de Emergência Social possam ser mais assertivas e equitativas. Entretanto são os mais velhos o nosso grupo alvo onde a mediação é mais evidente, embora o analfabetismo e as dificuldades de compreensão das exigências legais nos levem a intervir com todos

Segundo a OMS, de entre os países de língua portuguesa, Portugal é o país com a maior percentagem (24%) de pessoas com 60 ou mais anos.

Pretendemos que o fenómeno do envelhecimento seja visto como algo natural e que não seja doloroso de modo a que as pessoas se integrem e sejam mais felizes. Acreditamos então que a “AFA” poderá ser um grande recurso.

Esta e outras contribuições para o desenvolvimento só podem ser asseguradas se as pessoas mais velhas puderem desfrutar de condições adequadas de saúde, até porque é a partir dos 60 que as complicações com a saúde surgem se não estivermos capacitados para as entender e prevenir.

É com base nestes fatos que a Organização Mundial da Saúde lançou o “Envelhecimento Activo – Um Enquadramento Político”, em 2002 – um documento delineando suas abordagens e perspectivas para um envelhecimento saudável ao longo da vida.

O conceito Oficina do Sorriso tem como ponto de partida tudo o que atrás ficou dito e a iliteracia na saúde como a realidade com que nos defrontamos e vai dar ênfase aos estilos de vida e à responsabilização activa das pessoas pelo seu próprio bem-estar.

Para atingir este objectivo vamos desenvolver as seguintes actividades:

  • Atendimento médico com clínico geral/neurologista ou reumatologista, para identificação e caracterização;
  • Plano de intervenção para os grupos mais vulneráveis ou de risco, de forma personalizada;
  • Grupos de AFA – Actividade Física Adaptada;
  • Intervenção de educação para a saúde: individuais durante a consulta médica ou em grupo através de workshops teórico-práticos, com avaliação breve da aquisição de conceitos e conhecimentos;
  • Tertúlias com vizinhos, voluntários e workshops em instituições efectuados por uma equipa multidisciplinar médico-social – Aprender fazendo (Oficinas do Sorriso).